domingo, 24 de janeiro de 2010

O bar

Meu amigo, sente aí, vamos beber
Rir da vida alheia e esquecer que a nossa é feia
Lembar do que passou como se não fosse longe
Fingir que hoje é o fim do erro de ontem
Falar das incertezas tristes do dia-a-dia
Jogar nossas dúvidas na mesa
E gargalhar em sintonia

Meu amigo, deixa eu te escutar
Hoje somos só eu, você, o bar e a lua
Vou sair da minha vida e entrar um pouco na tua
Me conta dos seus dias, não tem problema
Tô precisando mesmo de um pouco de inocência
Pode confiar em mim seus erros, sou fiel
Não é só contigo que a vida é cruel

Meu amigo, deixa eu te dizer
O quanto é bom sentar aqui, e esquecer
Brindar no copo nossas lágrimas diárias
E beber no mesmo nossas alegrias raras
Amigo, meu relógio diz que está acabando o tempo
Agora estamos prontos pra continuar vivendo
O que será? Não sei... Te conto no bar
Daqui a um mês

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