segunda-feira, 3 de maio de 2010

Contra-Mão

E eu, que sempre fui de ouvir, te calo
De palavras basta minha mala cheia
E meu coração carregado

Minhas ilusões de ontem, ficaram pra trás
E eu já não sei se sou capaz
De pensar menos
E sentir mais

Mas não me preocupo, não afunda
Casa de lágrima nunca inunda
As de ontem secaram
Amanhã molha mais

E eu, que sempre fui de seguir, me paro
Vejo o que não entendo, sequer tento
Assisto o mundo indo em oposição
Ele Com-O-Vento
Eu, Contra-São

Ele na estante
Eu, Contrastante

Ele Com-O-Tempo
Eu, Contra-mão

2 comentários:

  1. Perfeito.
    Envolvente, ótimo ritmo. Muito bom mesmo. Gostei demais.

    Obrigada pelo prazer da leitura.

    Grande Beijo

    ResponderExcluir
  2. Gostei principalmente do ritmo, leia os meus, tem uns novos ;)

    ResponderExcluir