quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tô bem

Tô bem, só bem e nada menos
De costas para a chuva
Que palavras já secaram
Um abraço para a dor
Que reticências eternizaram
E o blues, tão azul
Esverdeou faz tempo
Bem, bem
Nada mais e nada menos

Tô bem, nada muito além
E poesia e fantasia e o amor alienado
Se atropelam na fobia de um samba arritmado
Inconstantes e prepotentes me esperam lá na frente
Por agora maré calma, clima ameno e sol poente
Fresco, obrigado
Nem muito frio
Nem muito quente

Tô bem no meio-termo
Sem mais termos pra gastar
Cem dias, cem brisas
Sem luas pra poetizar
E a razão do meu sumiço
Tô bem, só isso

Nem muito lá
Nem muito cá

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