eu sei de muita coisa
e preferia não saber
ai, que inveja
mentes pequenas
cabeças vazias
pastéis de vento
eu sinto muita coisa
que preferia não sentir
ai, que castigo ser vivo
ai, castigo maior
não existir
vou é vender meu televisor
pra descansar de tanta dor
vou pagar pra não vir
aquele moço entregador
vou parar de ler
vou ver se também paro
de poetizar minha alma
vamos ver se sinto menos
se na ignorância tenho calma
ai, que saudade de querer
ai, que saudade de não ter
inteligente hoje em dia
é se misturar na multidão
e o sábio do novo século
saber ser cego por opção
ai, me vê uma venda da moda
uma daquelas bem bonitas
ai, me tampa a visão
me deixa dançar naquela pista
ai, que saudade de não saber
o que é
ser feliz
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